quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Um homem pode, sozinho, mudar o mundo?

Quando eu era adolescente, cursei meu ensino médio em uma escola federal. Como a grande maioria das instituições públicas, a vida política era muito presente no nosso dia-a-dia de sala de aula. Disciplinas de ciências humanas geravam grandes debates de sociologia e política.

E eu sinto falta disso... Sinto falta daquele adolescente sonhador, que queria protestar fechando a BR 101 por causa do sucateamento do ensino, que usou com muito orgulho uma estrela no peito para eleger o primeiro trabalhador presidente, que não tinha medo de expor suas idéias e seus descontentamentos.

Hoje já não tenho mais sangue de revolução nas veias. Descobri que existem outras maneiras de melhorar o mundo. Com outro tipo de luta.

Mas me enche de orgulho quando vejo uma cena como essa, quando um homem comum conseguiu, frente a um forte caminhão militar, mostrar que a força e a opressão nem sempre têm vez, mesmo que por pouco tempo.


Esse vídeo foi feito durante um protesto no Egito. Lá, "milhares de pessoas se manifiestam contra o poder, o desemprego, a inflação e a corrupção, e pedem a saída do governo", era a manchete do jornal Al Masri al Yom. Muitos já foram presos nos confrontos. Sites como Twitter e Facebook foram proibidos.

Mas a juventude não para. Nem frente a um caminhão tanque.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O que faz um bom produto de entretenimento?

Inaugurando esse espaço, vou escrever um pouco sobre o poder de nos fazer sonhar da indústria do entretenimento. Pra mim, toda essa magia envolvida nos filmes que a gente vê, nas peças de teatro que a gente assiste, nas seríeis de TV que a gente acompanha e nos livros que a gente lê, deve-se a dois fatores principais: qualidade e sentimento.

Qualidade é o que garante que o que estamos consumindo seja de agrado para os padrões que estabelecemos. E esses padrões certamente variam de pessoa pra pessoa. Você pode odiar músicas de funk, mas aquele seu vizinho adora e ouve no último volume todos os finais de semana. Assim também acontece quando comparamos os fãs de Paulo Coelho com aqueles que têm verdadeira ojeriza a sua obra. E esses são apenas dois exemplos do vasto mundo cultural que nos cerca.

Se a qualidade agrada os nossos sentidos, uma coisa precisa tocar mais fundo. E aí que vem meu segundo fator: o sentimento. Quando eu digo sentimento você que está do outro lado dessa tela de computador pode, de maneira equivocada, estar pensando em aquele romance, mocinha e mocinho, e coisa e tal. Mas vai muito além: quando você assiste a um filme de terror, o que espera? Sentir medo, certo? E num livro de suspense? Tentar decifrar o próximo passo do enigma enquanto se surpreende com o atual. De uma forma ou de outra, aquilo que você assiste/escuta/lê precisa mexer com você. Fazer rir, fazer chorar, e todas as infinitas etapas que dividem esses dois extremos. E assim como a qualidade, o que faz uma pessoa sentir é diferente do que faz a outra. São dois fatores absolutamente pessoais.

Mas uma coisa é importante: qualidade e sentimento precisam estar juntos. E vamos a alguns exemplos práticos e que aconteceram comigo. Lá pelos anos de 2000, resolveram trazer mais uma vez para o cinema o clássico de terror O Exorcista. Grande filme da época, que apavorou uma geração. Mas quando assisti uma coisa impossibilitou que eu gostasse daquele filme. A qualidade técnica dele bateu de frente com o padrão que eu estabeleci para mim para um efeito especial de qualidade (e isso, ressaltando mais uma vez, é extremamente pessoal). Resultado: ri muito do filme e de seus defeitos que saltavam na tela. Um exemplo de um produto com forte sentimento, mas de qualidade que deixou a desejar. Por outro lado, um exemplo mais recente, podemos ver o que aconteceu com o blockbuster Avatar. Tecnicamente perfeito e até mesmo inovador, o filme não tinha alma. Não passava de uma história batida  com uma nova e caríssima roupagem. Enquanto transbordava qualidade, Avatar não tinha, segundo aquilo que criei como modelo de coisa que me toca, nem um pingo de sentimento. 

E assim vai caminhando o mundo do entretenimento. Então, não faça cara feia (ou pelo menos não muito feia) quando alguém não gosta exatamente daquilo que você gosta. Porque uma coisa faz a humanidade ser muito mais interessante: somos todos diferentes!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Novidades em forma de palavras

Esse é o pontapé inicial dessa nova parte do Polaróides onde pretendo me dedicar mais a textos.

O blog cresceu desde seu nascimento e, aos poucos, foi moldando seu público alvo. Com isso, algumas vezes me sentia um pouco desconfortável em usar o espaço do Polaróides para um post mais pessoal, mais letra a letra, numa conversa mais franca com você, leitor do blog.

Por isso esse novo espaço foi criado. Para dar mais chances as palavras, para me dar uma nova chance de escrever mais, e para dar a você mais um novo espaço para comentar.

Para começar a brincadeira, trouxe para cá uma cópia de todos os posts marcados como Universo Particular do blog original, afinal, eles já tinham a cara que essa parte daqui viria a ter. 

Então fique a vontade e seja bem vindo aos Textos do Polaróides Críticas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Houston, panorâmicas e iPad


Houston também é uma cidade bonita, principalmente nessas panorâmicas que tirei do décimo quinto andar de um prédio na San Felipe.


E também teve o Polaróides visto de um iPad. Melhor que aquele site para a gente testar se o layout ia funcionar no brinquedinho novo da Apple.


segunda-feira, 12 de abril de 2010

Houston, I have a problem



Esse é o motivo para esse blog está tão entregue às moscas: estou numa viagem de trabalho de 4 semanas em Houston.

Claro que entre um treinamento e outro, dá para fazer um turismo. Mas o que fazer numa cidade que só tem compras, compras e compras? Não estou gostando nada disso...

Tomara que meu humor mude, assim como a impressão sobre a cidade. Por enquanto, vou ficando por aqui. Ah, as fotos das polaróides acima não são minhas, mas em breve prometo dividir algumas com vocês!